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Gir Leiteiro

Você conhece as raças mais indicadas para produção de leite?

Hoje vamos falar da raça Gir Leiteiro e sua história no País.


Conhecido como o zebuíno de maior produtividade leiteira em clima tropical, o Gir Leiteiro teve origem na Índia, e chegou ao Brasil por volta de 1906.

A raça se concentrou, inicialmente, no Triângulo Mineiro, região que já era tradicional na criação de gado Zebu, principalmente o Guzerá e o Nelore.

A história do gado Gir voltado à produção leiteira começa na década de 1920 nos cafezais paulistas.

Nesta época estabeleceu-se um núcleo de criação na cidade de Franca, no interior paulista, que ficou conhecido pela produção leiteira e pela seleção racial.

Hoje, a raça é importante para a pecuária leiteira, pois consegue alcançar níveis altos de produção de leite.

Na matéria anterior falamos do Girolando e antes do gado Holandês e aqui juntamos as raças.

Ambas as raças mães – Gir e Holandês -, contribuíram muito para o sucesso e formação do Girolando. O gado Gir, com toda sua capacidade de adaptação e rusticidade, e, o gado Holandês, com todos os seus anos de seleção voltados para a produção de leite.

Gir Leiteiro é uma raça que apresenta boa capacidade de produção leiteira, além de sua destacada rusticidade. Isto acontece porque os animais estão bem adaptados ao clima nacional e ao sistema de produção empregado na maior parte das propriedades do país - pastagens.

Dados da Associação Brasileira dos Criadores de Gir Leiteiro (ABCGIL) apontam que a produção de leite pode chegar a 3,233 mil quilos por lactação, ou seja, 12 quilos de leite ao dia. 

 

O animal também produz produtos como sêmen, embriões, tourinhos e matrizes.

Sua rusticidade, longevidade produtiva e reprodutiva, docilidade, facilidade de parto, são algumas de suas características. O Gir Leiteiro apresenta resistência endo e ectoparasitas. O sistema termorregulador que permite que a vaca tolere altas temperaturas sem entrar em estresse térmico, comum em outras raças leiteiras, principalmente as europeias.

A cabeça do animal possuí um perfil ultra-convexo, deve ser média, fina e seca, com a fronte larga e marrafa jogada para trás. O focinho é preto, largo, úmido, com narinas dilatadas, lábios grossos e firmes. As orelhas são médias, e os chifres escuros e simétricos. A pele e pigmentação apresentam uma textura fina, curta e sedosa, sendo preta ou escura.

No Brasil, no entanto, são comuns os animais com pelagem de fundo branco, sendo normal que, nesses animais, as orelhas sejam escuras (vermelhas ou azeviche), bem como a região dos joelhos, jarretes e quartelas/coroas.

O crânio é ultraconvexo, tanto quanto o perfil. Os chifres são voltados para fora, para baixo e para trás. Lateralmente, os olhos são alinhados com a base dos chifres, ou seja, os chifres nascem abaixo ou na linha dos olhos.

A giba - cupim - é bem saliente nas fêmeas e mais avantajada nos machos. As orelhas são pendulares, iguais a uma "folha seca", formando uma dobra característica na extremidade, voltada para dentro - que recebe o nome de gavião.

O Gir Leiteiro expressa seu potencial produtivo com menos alimento e sofre menos com a restrição alimentar, pois sua exigência, seu índice de metabolismo e de ingestão de alimentos é mais baixo em relação às raças taurinas, sendo necessário menor reposição alimentar.

A raça alcança uma média de produção leiteira em torno dos 3.233 kg, sob o regime de duas ordenhas (controle leiteiro oficial). A duração de lactação é de cerca de 307 dias e os animais produzem, em média, 12 kg de leite por dia.

A idade ao primeiro parto está em torno de 40 meses, quando o regime empregado é o extensivo, ou seja, pastagem sem maiores cuidados no manejo.

 

Características detalhadas do Gir Leiteiro

• Aparência Geral:

1- Racial: A cabeça deve apresentar perfil ultra-convexo, ser média, fina e seca, com a fronte larga e marrafa jogada pra trás, não podendo apresentar nimbure; chanfro reto, estreito e delicado; focinho preto e largo, úmido, com narinas dilatadas; lábios grossos e firmes, boca grande e olhos de formato elíptico, brilhantes e de pigmentação escura, protegidos por rugas da pálpebras superiores e cílios pretos. As orelhas de comprimento médio devem ser pendentes, começando em forma de tubo enrolada sobre si mesma, abrindo em seguida para fora, curvando para dentro na ponta e voltada para a face (“gavião”). Os chifres devem ser escuros, simétricos, grossos na base, saindo para baixo e para trás, de seção elíptica se dirigindo para cima e curvando para dentro, de preferência.

2– Pele e Pigmentação: Os pêlos devem ser finos, curtos e sedosos. A pele deve ser preta ou escura, o que lhe proporciona tolerância à incidência solar, devendo ser ainda solta, fina e flexível, macia e oleosa, sendo que no úbere e região inguinal deve apresentar cor rósea.

3 – Feminilidade: A vaca Gir Leiteiro deve apresentar ossatura forte e limpa. Quanto a angulosidade o animal deve ter formato triangular, visto de lado, de frente e por cima, com grande capacidade respiratória, cardíaca e digestiva, com garupa ampla. O Pescoço deve ser médio, leve, oblíquo, alto e bem inserido à cabeça e harmoniosamente implantado ao tronco, com musculatura pouco evidente, descarnado, no entanto, no bordo superior, a musculatura apresenta-se mais desenvolvida. A barbela deve ser média, enrugada, solta e flexível, começando bífida debaixo da ganacha.

4 - Dorso-Lombo: Deve apresentar a região dorso-lombo longilínea, tendendo a retilínea, ampla e forte. A linha dorso-lombar deve ser proporcional ao conjunto do animal, equilibrada quanto à horizontalidade e largura, comprida no dorso (correspondente às vértebras torácicas e sustentação do costado, abrigando pulmões e coração), larga no lombo (correspondente às vértebras lombares, abrigando o aparelho digestivo e útero gestante), seguindo com a bacia comprida e ancas largas e aparentes.

5 – Garupa: A garupa vem reunir vários aspectos: largura, comprimento e nivelamento, que irão refletir numa melhor ou pior conformação de pernas, pés e do úbere, bem como à facilidade de parto. Os íleos e ísqueos devem ser largos e espaçados, guardando as devidas proporções. Deve possuir um bom nivelamento de garupa, com inclinação entre íleos e ísquios (ângulo da garupa) de 200 a 300. O osso sacro não deve ser saliente.

CARACTERISTICAS FUNCIONAIS:

• Capacidade Corporal - Cardio/Respiratório/Digestivo:

1 - Tórax: Deve ser amplo e profundo, devendo apresentar costelas largas e longas, oblíquas e chatas, bem arqueadas, afastadas entre si, sem acúmulo de gordura, indicando grande capacidade cardio-respiratória.

2 – Capacidade Digestiva: O abdômen deve ser longo, largo, limpo e alto. Deve ser volumoso permitindo visualizar a forma de “barril”, indicando grande capacidade digestiva.

3 - Estrutura Corporal: Uma boa vaca produtora de leite deve ter altura e comprimento compatível com sua idade. O ideal são animais de tamanho mediano, pois são os mais eficientes em um sistema de produção a pasto.

4 - Flanco: Os flancos (vazio) devem ter pele fina e evidente e apresentar ligeira concavidade.

• Sistema Mamário:

1 – Úbere: Deve ser amplo, comprido, largo e profundo, apresentando grande capacidade de armazenagem de leite, volume compatível com a idade e estádio da lactação, fazendo pregas quando vazio. A consistência deve ser macia e elástica (glanduloso) e não fibroso (carnudo). Seu piso deve ser nivelado e não ultrapassar a linha do jarrete. Deve apresentar ainda proporcionalidade entre a parte anterior e posterior. Os quartos anteriores devem se apresentar avançados para frente e aderidos ao ventre e os quartos posteriores bem projetados para trás e para cima.

2 – Ligamento Central: Possue grande importância em vacas produtoras de leite. Deve ser forte e bem evidente, pois irá garantir a sustentação e integridade do úbere que deve estar bem aderido à região inguinal. Quando visto por trás, evidencia-se o sulco do ligamento suspensor central. Está diretamente ligado a longevidade do úbere e permanência do animal no rebanho.

3 – Quarto Posterior: Responsável por 60% da produção de leite. Deve ser amplo e volumo, com ligamentos fortes e bem aderidos na região iguinal.

4 – Quarto Anterior: Deve ser amplo e volumoso, com inserção suave no abdômen, possuindo ligamentos fortes e bem aderidos.

5 – Tetas: Devem se apresentar íntegras e simétricas, ter comprimento de 5 a 7 cm, diâmetro de ± 3,3 cm, espassadas entre si, centradas no quarto, verticais e paralelas, perpendiculares ao solo.

6 – Vascularização: Deve ser bem conformada e com bastante drenagem através de diversas veias aparentes, tortuosas, de preferência ramificadas e penetrando por dois ou mais orifícios, além de possuir, no abdome, veia mamária de grosso calibre.

• Sistema Locomotor:

1 – Membros Anteriores: Os membros anteriores devem ser de tamanho médio com ossatura forte; espáduas compridas e oblíquas, inserindo harmoniosamente ao tórax, o braço e antebraço com musculatura pouco evidente, com joelhos e mãos bem posicionados. O ângulo dos pés deve ser de aproximadamente 45o.

2 – Membros Posteriores: As pernas devem ser limpas, mas com boa cobertura muscular, não devendo apresentar culote pronunciado, com tendões e ligamentos evidentes. Vistos por trás, os membros posteriores devem ser bem afastados um do outro para dar lugar a um úbere volumoso. Deve possuir aprumos íntegros, com articulações fortes, angulação correta e jarretes bem posicionados. O ângulo das quartelas nos cascos deve ser de aproximadamente 45o.

DIFERENCIAL DO GIR LEITEIRO




Por apresentar maior rusticidade e resistência a raça dispensa a grande utilização de medicamentos e carrapaticidas que deixam resíduo no leite.
O Leite produzido pelas vacas Gir leiteiro é de grande qualidade nutricional. O Gir Leiteiro produz um leite com grande porcentagem de gordura e proteína, sendo assim um produto bastante apreciado pela indústria de laticínios. Outra vantagem é a produção do Leite A2, que diminui a incidência de alergias a determinada proteína do leite, comum em outras raças leiteiras.

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